MAIS QUE A LÍNGUA

Em noites de maio,
Ao som da chuva,
Peguei a caneta
Tentando escrever.
Poeta perneta,
Perdi-me...

Entretive-me,
Por instantes...
Saboreei.

Detive-me,
No entanto,
Com a goteira
Que borrou
Todo o papel,
Véu de jade
Da brincadeira.

Nem dei meu empenho,
Como tanto noutras deixas...
Tive medo de perdê-la,
Total e definitivamente,
A poesia alheia.

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